Jesus, o Rei da Glória
08/10/2003:: Por Neide Sampaio
O Pai está assentado no seu trono de glória. Tamanha glória que olhos humanos não podem contemplar.
Ao seu lado direito, um trono vazio à espera do filho. Os momentos de tristeza que marcaram os céus estão prestes a se transformar em alaridos e sons de trombetas celestiais, em expressões de louvor e adoração.
Os seres celestiais esperam com expectativa a chegada, a entrada d’Aquele que era por eles adorado, Aquele que era o próprio Deus. Aquele que espontaneamente decidiu deixar a sua glória, abrir mão de todo poder, de tudo que lhe pertencia por direito, especialmente o de ser Deus, coisa que ele poderia se apegar. Mas ele decidiu se esvaziar de sua forma de Deus, deixar o seu reino onde era Senhor, onde era servido, para vir ao mundo e ser servo, deixar de ser servido para servir. Maior humilhação não poderia existir, pois ali estava o Criador assumindo a forma de uma das suas criaturas e vindo habitar em meio a estas criaturas, totalmente deformadas, degeneradas e corrompidas em um mundo onde reina o pecado, algo que ele não conhecia, algo que era contrário à sua natureza, que lhe causava náuseas; mas ele veio e foi visto como homem e como tal realizou uma obra tremenda e grandiosa, da qual conquistou para Deus um grande povo resgatado, remido, lavado e purificado por seu sangue, para um fim específico: proclamar as suas virtudes e expandir o reino do Pai, uma família de muitos filhos semelhantes a Ele, uma nação de sacerdotes que ministrem e sirvam na sua presença de dia e de noite.
Esta conquista lhe custou muita dor, muito sofrimento, uma alma sufocada pela angústia da separação do Pai, pela solidão e abandono num momento de tamanha dor, dor de um corpo traspassado pelos nossos pecados, moído pelas nossas iniqüidades, dor dilacerante por não poder contemplar e contar com a companhia d’Aquele que nunca lhe deixara só; dor por estar experimentando algo que nunca tinha experimentado: a angústia do pecado e a ausência da sua santidade para se tornar pecado por nós. A dor de ser abandonado por todos num momento tão terrível, que até as trevas pareciam prevalecer.
Agora, 33 anos e quarenta dias depois de sua saída como servo, Ele volta agora como Senhor absoluto de tudo e de todos, Senhor da vida e da morte, pois tudo isto foi conquistado com sua morte, e morte de cruz. A sua vitória foi a ressurreição para reinar eternamente com o Pai.
Foram 33 anos e quarenta dias de espera e de expectativa nos céus. Porém, esta expectativa se intensificou nos três dias que envolveram sua morte e ressurreição. Olhos humanos não viram, nem ouvidos ouviram o que aconteceu no momento da chegada de Jesus no reino do Pai, no seu reino, no qual Ele reinava antes de abrir mão do mesmo.
Um corredor celestial se abriu: de um lado e do outro se formou um cordão de anjos, arcanjos, querubins e serafins que se uniam para receber o Rei da Glória, o Senhor, o Vencedor, Aquele que veio para vencer o aguilhão da morte, Aquele que veio para fazer a vontade do Pai em todas as coisas.
Todos os seres celestiais se prostravam e declaravam expressões de glória, louvor, celebração e de exaltação, pois lá estava chegando o Rei da Glória, o Senhor dos Senhores, o Senhor dos Exércitos, o Cordeiro manso e humilde e, ao mesmo tempo, o Leão da Tribo de Judá, o Cordeiro e ao mesmo tempo o Senhor forte nas batalhas, o Cordeiro e ao mesmo tempo um guerreiro, trazendo no seu corpo as marcas do seu sofrimento, cansado, vazio de qualquer glória, porém trazendo a coroa da vitória e a alegria de ter glorificado o Pai em todas as coisas.
O Pai no final do corredor desce do seu trono revestido de glória e poder, com os braços abertos. Vem ao encontro do filho dizendo: ‘Vem filho amado, senta-te ao meu lado, o meu coração se alegra em ti. Vem filho amado, possui o reino que é teu desde antes da fundação do mundo, conquistado pela tua própria vida. Juntos reinaremos eternamente, aleluia!’.
Jesus foi é e sempre será o Senhor absoluto sobre os céus, terra e debaixo da terra. O Pai lhe colocou nesta posição. Louvado seja o nome do Senhor eternamente.
Neide Sampaio
Feira de Santana, 10 de agosto de 2003.